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2008/12/02

Von Juntz (parte III)

(Texto publicado n'Os Armênios em 2/12/2008)

Baseado na obra A herança do divino, do escritor Leonardo Nunes Nunes. Que Deus queira bem sua alma, caro amigo, pois Cthulhu não a querá!

(O texto abaixo pode conter situações e expressões não adequadas para menores de idade ou pessoas de estômago fraco. Proceda com cautela)

2008/11/26

Sikoraokê - episódio III


Leonardo sai da casa do Kurtz para chamar Leonardo Rabello para brincar. No caminho, algo muito bizarro ocorre.

2008/07/31

Von Juntz (parte II)

(texto publicado n'Os Armênios em 31/07/2008)

Baseado na obra A herança do divino, do escritor Leonardo Nunes Nunes. Que Deus queira bem sua alma, caro amigo, pois Cthulhu não a querá!

Parte dois

Peguei a folha do chão e li: era uma carta de Robert H., que depois descobri ser um antigo Conde da Normândia, endereçada à sua falecida esposa Elise. O manuscrito estava escrito em um português arcaico, meus estudos posteriores revelaram. Na carta, Robert H. contava a Elise, sua esposa, como a amava loucamente e a desejava de uma forma um tanto carnal. Apenas um detalhe da carta me chamou a atenção, pois ela fora escrita três anos após o falecimento de Elise.

Levei a carta para casa, li-a várias vezes ao longo dos anos, pois ela me fascinara. Ficava pensando: quem seria Elise? Qual sua aparência? O que havia nela que levara Robert H. a escrever, mesmo depois de sua morte? As dúvidas me levaram a pesquisas, que me trouxeram somente o conhecimento que já expus logo acima.

Uma noite, quando eu tinha dezoito anos, minha casa estava sem luz. Eu, fascinado, acendi uma vela em minha escrivaninha, cuja luz me permitia ler novamente a carta de Robert H. Em um momento de descuido, deixei que a carta se aproximasse demais das chamas. Temi que ela se desintegrasse, mas foi o contrário que ocorreu. Por entre as letras da carta, novas palavras se formavam, queimadas com a chama da verdade para que somente o escolhido, que era eu, as encontrassem. No meio das linhas, nasceram novas palavras, que viriam a ser tanto o testamento quanto o legado de Robert H.

O texto era uma espécie de ritual que, se bem sucedido, traria Elise de volta a vida. No início duvidei de sua autenticidade, porém voltei à biblioteca e consultei o Dicionário do Oculto, outra obra de Von Juntz, onde encontrei no verbete ressureição a seguinte definição: "é possível, mas altamente não recomendável". Após muita reflexão, optei por realizar o ritual, que envolvia o sacrifício de três cadelas, o que não foi muito difícil de conseguir. O maior problema é que, para que funcionasse, o feitiço deveria ser executado na noite do solstício de inverno, que infelizmente ocorrera um dia antes de eu descobrir a mensagem secreta.

Tive que esperar um ano inteiro para poder realizar o ritual, o que me deu tempo de preparar os ingredientes necessários. Na noite apontada, repeti as palavras mágicas da mesma forma que Robert H. as escrevera. Podia sentir as forças místicas do desconhecido agindo sobre o círculo mágico, consumindo a carne já podre dos cães e ressuscitando a força vital de Elise em minha frente. Ou pelo menos foi o que acreditei, porque nada mais aconteceu. Voltei para casa arrependido de ter acreditado por vários anos no amor de Robert H. e lacrei sua carta em uma gaveta, na esperança de nunca mais abri-la novamente.

Alguns meses se passaram sem que nada acontecesse. Eu, por outro lado, estava muito enganado a respeito dos efeitos do ritual, que vieram até mim de modo satânico e imprevisível. Estava eu sentado na sala de estar de minha casa, assistindo a meu programa de televisão favorito, que como deves saber, chama-se As aventuras de Howard Philips. No início, foram sensações estranhas que se apoderaram do meu corpo, quase imperceptíveis, gestos que eu nunca fazia, passei a fazer, como mexer o cabelo com as mãos. Em algumas semanas, mudei até minha dieta, passando a desejar me alimentar de cenouras, que desde pequeno sempre tive desgosto.

Eu demorei até perceber estas sutis mudanças em minha psique, o que finalmente aconteceu quando eu, em um momento de necessidade, dirigi-me ao banheiro mais próximo e, por um motivo desconhecido, quase entrei no banheiro feminino. Pensei se tratar apenas de um lapso, mas quando, já no banheiro certo, me sentei na privada para urinar, percebi que havia algo errado comigo.


(continua...)


Von Juntz
Parte I | Parte II | Parte III

2008/07/11

Von Juntz (parte I)

(texto publicado n'Os Armênios em 28/06/2008)

Baseado na obra A herança do divino, do escritor Leonardo Nunes Nunes. Que Deus queira bem sua alma, caro amigo, pois Cthulhu não a querá!

Parte um

“Wenn haben sie zeit vergeudet mit diese, ist weil sie haben keine mehr zu machen”
Texto contido na introdução do original em alemão do livro Unnaussprechlichen Kulten, de Von Juntz


Caro Professor Zehvonsik

Escrevo-lhe esta carta com o intuito de relatar-lhe minhas experiências com o sobrenatural, que como deve saber, é minha área de pesquisa preferida, visto que comecei a estudá-la ainda muito jovem, como relato abaixo para que leia.

O verdadeiro motivo pelo qual esta área em específico chamou-me a atenção é um nome que o senhor, professor Zehvonsik, já deve há muito conhecer ou, pelo menos, ter ouvido falar; e esta pessoa que me refiro é o pesquisador do oculto Von Juntz, cuja primeira aparição no cenário oculto se deu há mais de dez anos, quando revelou ao mundo sua pesquisa em rituais satânicos e seitas iluministas do século VIII, o que lhe rendeu o ostracismo de seus colegas de trabalho, aos quais na época eu não fazia parte.

O que quero lhe contar, meu caro e íntimo amigo, é toda a minha relação com Von Juntz, para que possas terminar com a maldição que ele me rogou, pois eu já estou reduzido a cinzas do que era antes de conhecer Elise, o motivo verdadeiro de minha corrupção.

Meu primeiro encontro com Von Juntz não foi a nível pessoal. Ele estava na televisão, em um show, onde fazia o lançamento de seu novo livro, cujo título, Unnaussprechlichen Kulten, me chamou atenção por falar de demônios ancestrais cujos nomes só eram conhecidos em línguas ocultas criadas por sociedades secretas. Por ironia, é deste livro que tiro a citação que abre esta carta, pois acredito que ela explica melhor tudo aquilo que quero que o senhor saiba.

Eu tinha na época quinze anos. Fui no outro dia na biblioteca, onde achei a obra de Von Juntz na seção dedicada ao oculto, que ficava no segundo andar, dobrando três corredores. As pessoas que se dirigiam a essa parte da biblioteca geralmente eram mais sombrias que as outras, exalando de seus corpos hálitos horríveis de pessoas que carregam segredos. Estranhamente, poucas vinham daquela seção, e sim da que ficava ao lado, um corredor onde eu nunca havia entrado, que ostentava uma exuberante coleção que pertencia a um assunto com a letra P.

Sentei-me em uma das mesas do primeiro andar, tendo em meus braços o livro de Von Juntz. Abrí-o e iniciei a leitura vorazmente. O livro trazia documentos e provas da existência dos cultos antigos, e o que mais me chamou a atenção era a seita intitulada Lesbos Henxinos, composta apenas de mulheres que sacrificavam vacas a um deus antigo na esperança de se tornarem gafanhotos, animais que, para elas, trariam a purificação para o mundo.

Terminei a leitura não por vontade, mas por obrigação, pois o livro negro me tomara tanto tempo que quando percebi, já anoitecera, e a biblioteca estava fechando. Enquanto devolvia o Unnaussprechlichen Kulten à sua prateleira, vi cair do meio de suas páginas uma folha avulsa...

(continua...)

Von Juntz
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2007/12/09

Beakman!

Foto: Josias/Especial MBB

Na festa de formatura do Jovem Médico e mais novo açougueiro licenciado pelo MEC, Robson Rottenfusser, os integrantes principais do lendário grupo conhecido somente pelas iniciais de E.S. se reunem para a primeira foto em conjunto após um bom tempo. Da esquerda para a direita, parte de cima: Juliana "Morte-sama" Machado, Letícia "cuidado com o facão" Giacomini, Eduardo Brandão, Leonardo "Mary Christmas" Rabello, Matheus "abra os olhos" Fossatti, Robson "realizei meu sonho de infância" Rottenfusser, Tiago "fecha a boca" Sikora, Daniela "Quack" Cervelin e João Vicente "olha para a frente" Kurtz. Parte de baixo: Paula "red bull" Astolfi. Quem faltou na foto: "Felipe Bonato" Portela e Leonardo "estava fazendo xixi" Nunes Nunes

Motivos que fizeram a festa do Robson valer a pena

8 Você nunca sabe quando poderá jantar no Panorâmico de graça de novo;

7 Ocupar a mesa do cantão e fazer com que ela faça com que a festa mereça ser chamada de festa;

6 Ver o Portela se entupir de cebola, alho e outras coisas do gênero;

5 Esperar os outros convidados chegarem com presentes, olhar pra eles e sussurrar "o nosso é bem melhor"

4 Olhar para a mesa do lado e tentar descobrir quem diabos é a paixão secreta do doutor;

3 Levar a Morte para o baile de formatura;

2 Esperar a foto do Robson criança somente para descobrir que é uma do William Hartnell;

1 Ver o Robson receber o segundo item lendário do grupo, o jaleco verde-limão do Beakman.





O Sexteto Sinistro
Fossatti | Kurtz | Leonardo | Rabello | Robson | Sikora

2007/08/20

Efeito borboleta

Resultados do aniversário do Nunes2. Bizarro.

O fim de semana em revista

No final de semana marcado pela festa de aniversário e a quebra de recorde de um Leonardo (mais especificamente o Nunes2), as seguintes frases merecem ser guardadas para a posterioridade:


Fernando: Eu tenho um cromossomo X a mais!


(no dia seguinte, conversando sobre a frase acima)

Tene: Mas Fernando, o Sikora não te chamou de gay por ter dito aquilo!
Vó Ale: Mas se não chamou deveria ter chamado, porque realmente foi muito gay!


E agora, a finaleira:

Tânia Rösing: Tene, você é fundamental para a realização da Jornada!

É importante lembrar que o comentário acima foi citado por fontes não confiáveis. Acredite por sua própria conta e risco, pois nós não o fizemos.

2007/07/24

Oito de novembro

Morte-sama: falando em morte, como vai o leonardo?
jvk: tempos q n vejo, pq?
Morte-sama: hoje sonhei que ele tinha morrido
jvk: NOSSA
Morte-sama: a causa era suicidio

2007/07/02

Existe uma teoria que diz que se alguém, algum dia, descobrir o porquê da existência do universo e os motivos pelo qual ele foi criado, toda a existência se destruirá para dar lugar a algo ainda mais bizarro e incompreensível.

Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.

Existe uma terceira teoria que diz que as duas teorias anteriores são uma invenção do editor do Guia do mochileiro das galáxias para elevar as vendas.

Existe uma quarta teoria - que eu inventei hoje de tarde - que diz que as coisas dão errado na vida de uma pessoa na mesma proporção em que crescem o número de Leonardos na agenda do celular. Depois de adicionar o terceiro na semana passada, essa conclusão era mais do que óbvia.

(Depois da contagem, jvk descobriu, para seu desespero, que não possui o telefone do Argentyno)

2007/01/29

A mulher que lê

Não era profundo apreciador da arte. Por exemplo, não saberia diferenciar um Rembrant de um Shakespeare, tamanha sua ignorância. Destarte, não podia precisar exatamete qual impulso o fez entrar no museu de arte moderna.

Dirigido por um caminho aleatório, mas que talvez estivesse, desde o início, determinado, Leonardo (pois esse era seu nome) percorreu corredores e mais corredores, entrando em contato com a exposição de arte pós-moderna que o folder anunciava. Diversas obras envolvendo sons, cores, luzes e imagens se alternavam sem, entretanto, despertar nele uma única mudança na sua expressão. Em sua mente, desfilavam idéias desconexas sobre problemas de cunho material.

Em uma ala mais afastada, quase escondida, Leonardo parou, atônito. A exposição em questão se resumia a um video, de uns dois minutos só. Na tela, uma mulher aparecia deitada em uma cama, de costas para cima. A câmera, posicionada de forma diagonal, altura mais baixa que a cama, focava em sua face. Lia alguma coisa, mas o close mal permitia ver as páginas sendo foleadas. Durante toda a exibição do video, em só uma ocasião a mão podia ser vista. Quando o filme terminava, instantaneamente reiniciava.

Leonardo não soube dizer quanto tempo ficou parado, vendo tal vídeo. Sabia apenas que passaram-se horas até que o segurança aproximou-se dele e pediu para que ele se retirasse, pois o museu estava fechando. Leonardo foi para casa perplexo e passou a noite pensando na mulher do vídeo, sem conseguir dormir. No dia seguinte, voltou ao museu.

Depois de horas de admiração plena, Leonardo já podia precisar os mais diversos nuances que a mulher, centrada em sua introspecção, exibia. Ele viu seu rosto feliz, triste, sério, preocupado, descontraído. Para Leonardo não restara mais dúvidas: amava aquela mulher desconhecida.

Uma semana se passou na qual Leonardo, em sua fixação de apaixonado, seguia todos os dias para o museu, admirando mais e mais a mulher desconhecida. Uma tarde, perdido em contemplação, foi surpreendido pelo segurança do museu:

- Sabia que hoje é o último dia dessa exposição?

Desastre. Leonardo entrou em pânico. Agarrou o homem desesperado, perguntando como era possível. O segurança explicou o óbvio: exposições são, por definição, temporárias. Leonardo ainda insistiu, mas foi em vão. Usou o resto do dia para contemplar, pela última vez, a mulher que amava. Ainda assim voltou no dia seguinte, na esperança de encontrá-la, mais uma vez. Encontrou uma exposição sobre arte GLTS e no lugar do vídeo uma escultura em tamanho real de dois homens se beijando. Saiu de lá enojado e entrou na secretaria.

Tanto insistiu que conseguiu, com muito esforço, uma cópia do vídeo. Passou uma semana inteira em casa, vendo a mulher nas mesmas posições que ele, a essa altura, já tinha decorado. Seu amor por ela crescia cada vez mais, e ele sofria quando não podia, por um motivo ou outro, admirá-la. Um dia, relaxou demais e cochilou. O dvd não estava programado para repetir e mostrou as cenas de outras exposições. Quando Leonardo acordou, a televisão exibia os créditos pelas obras. Ele se sentou e coçou os olhos, que se acostumaram justamente no momento em que as informações referentes a "A mulher que lê" (era o título do vídeo). Era estranho que, apesar de ter visto tantas vezes a cena, Leonardo nunca pensou em quem afinal fez a obra de arte ou quem era, afinal a mulher que amava. Agora estava tudo ali, escrito na frente dele. Ele pausou o filme e descobriu perdido nas informações o telefone para contato do artista, pensando que, se conversasse com ele, descobriria algo sobre a amada.

No dia seguinte, pouco depois do almoço, Leonardo reuniu coragem e ligou para ele. Quando atendeu, explicou quem era e o que queria, de maneira cordial. Disse que assistira a "A mulher que lê" e, por ter gostado da obra, gostaria de saber um pouco mais sobre a mulher que ela retratava.

- Ah sim – respondeu o artista, do outro lado do telefone – ela é minha esposa.

Leonardo desligou o telefone e caminhou para a janela do apartamento. Então se jogou.

Meta: Quem adivinhar quem é a mulher do texto e qual foi o sentimento que o motivou ganha um beijo na boca. Promoção não-válida para a Ari, a Mari, o Robson e o Tex.

2006/12/04

Ode à Cthulhu

jvk: um Leonardo foi passear
encontrou Cthulhu na beira do mar...
Robson: Num tentáculo bateu ao passar
Esborrachou-se ao tropeçar...
jvk: o demônio do mau, mas que levado
puxou-o a um canto e o chamou tarado...
Robson: o menino Leonardo, assim ruborizado
deu no demônio um beijo estalado...
jvk: o demônio era fêmea e ficou assanhado
deixou o Leonardo de casamento marcado...
Robson: Leonardo sem saber o que fazer
pensou em fugir e se pôs a correr

2006/11/26

Trova mode super on

Isa: Que honra, eu conheço um Leonardo Nunes Nunes!
Leonardo: Se tu quiser, pode até contar pras tuas amigas...

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