Uma piada muito bem contada

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    2008/08/20

    Freud explica

    Eu não sei o que eu tinha visto nela. Talvez fossem os cabelos enrolados, mas provavelmente eram os olhos amendoados. Aqueles olhos profundos que sugavam quem os encarasse, deixando somente a vontade de se entregar a ela por inteiro.

    Nós nunca nos beijamos, os lábios preferiram os sons ao toque. Ela falava sobre tudo: cinema, literatura, histórias de detetives. Trocamos segredos íntimos no primeiro encontro. Um dia, sem motivo algum, ela sumiu.

    Não estava em casa, não foi à faculdade, não atendia o telefone. Partiu como uma brisa, de forma tão repentina quanto havia aparecido. Não foi a primeira na terra dos ventos, mas foi, de longe, a mais significativa.

    Ela gostava de Creedance...



    (como diria Vanessa Zandoná: "isso só é bonito no papel / porque na realidade é uma merda")

    5 comentários:

    Anônimo disse...

    que lindo isso João.

    Anônimo disse...

    Tita!! diz:
    mazoo
    Tita!! diz:
    john
    Tita!! diz:
    romanticoo
    Tita!! diz:
    gosto do jeito d tu escreve

    Anônimo disse...

    Ela gostava (de Creedance)...

    Vanessa disse...

    Entendo esse lance de "mais signiicativa", o problema e que sempre nos decepcionam...

    mas tudo bem...

    isso serve para as coisas ficarem bonitas no papel...uahauahau

    bjbjbjb

    Fab disse...

    Freud explica e Neil Young canta.
    Rá!